História

A busca de um refrigério para o gado foi o motivo primeiro de ocupação das terras que atualmente constituem a cidade de Poço de José de Moura. Assim, a história nos apresenta o vaqueiro Gonçalo de Moura, como o primeiro a pisar em solo poçomourense, isso no ano de 1825.

Gonçalo de Moura era vaqueiro de Dona Tomásia de Aquino, uma solteirona, que residia na cidade de Icó – Ceará, proprietária de partes de terras localizadas às margens direita do Rio do Peixe. Como a seca de 1824 havia dizimado grande parte do seu rebanho, dona Tomásia na esperança de salvar o que restava, enviou seu vaqueiro Gonçalo a buscar em suas terras do rio do Peixe, uma área que servisse de refrigério para o rebanho.

O vaqueiro Gonçalo fez pousada num lugar que lhe chamara bastante atenção: em meio ao terreno seco surgia uma porção de capim verde onde se jorrava água. Ele estava diante de uma cacimba (semelhante a um poço, daí a denominação para a localidade), fazendo ali o abrigo para o rebanho e se estabelecendo em seguida.

Da descendência de Gonçalo, destacou-se na localidade o filho primogênito de Manuel Alves de Moura e Philomena Ribeiro de Carvalho, chamado José Alves de Moura, àquele que com toda honra é considerado o fundador, mesmo não sendo ele o primeiro a ocupar aquele sítio.

Rezador, curandeiro, benzedor. Muitas eram as orações, terços, rezas e ladainhas recitadas por Zé de Moura, como passou a ser conhecido. Consultava em sua residência, sem cobrar nada, a todos aqueles que viam a sua procura ganhando assim grande fama, o que muito contribuiu para que o Poço se tornasse o povoado na primeira metade do século XX.

Zé de Moura tornou-se fiel devoto de São Geraldo Majella, tratando logo de expandir aquela devoção em seu povoado, tratando de construir um templo na localidade que veio a se tornar um dos mais belos da região.

No alto da igreja foi instalado o serviço de alto falante – Difusora São Geraldo, a única via de comunicação local, que também servia para exibir uma programação de músicas variadas todas as noites, alegrando toda a população.

O Poço tomava novos ares. Zé de Moura assistia ao seu desenvolvimento. Em 22 de dezembro de 1959, o povoado do Poço passava a condição de Distrito pela Lei n° 171, originária de um projeto de lei do então vereador Manoel Alves Neto (Peixe Moura), representante do Poço junto ao legislativo municipal de São João do Rio do Peixe.

Grande era a alegria do benfeitor Zé de Moura, entretanto, sua saúde estava debilitada. Alquebrado pela idade, vem a falecer às cinco horas da manhã do dia 15 de julho de 1966.

Os anos foram passando. É criada uma escola pública, construído mercado público, posto de saúde, posto telefônico, é instalada a energia elétrica. Poço cresceu e foi elevado à categoria de município com a denominação de Poço de José de Moura, pela Lei Estadual n° 5.914 de 29 de abril de 1994.

Emancipação Política

Distrito criado com a denominação de Poço, pela lei estadual nº 171, de 22-12-1959, Subordinado ao município de Antenor Navarro.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o distrito de Poço, figura no município de Antenor Navarro.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 18-VIII-1988.

Pelo artigo 22, do ato das disposições constitucionais transitórias constituição estadual promulgado em 05-10-1989, o município de Antenor Navarro passou a denominar-se São João do Rio do Peixe.

Em divisão territorial datada de 17-I-1991, o distrito de Poço figura no município de São João do Rio do Peixe.

Elevado à categoria de município com a denominação de Poço de José de Moura, pela lei estadual nº 5931, de 29-04-1994, desmembrado de São João do Rio do Peixe. Sede no atual distrito de Poço de José de Moura ex-Poço. Constituído de distrito sede. Instalado em 01-01-1997.

Em divisão territorial datada de 2003, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Poço para Poço de José de Moura alterado, pela lei estadual nº 5914, de 24-04-1994.